sábado, 26 de fevereiro de 2011

1985

Vamos falar de uma das minhas preferidas da carreira do Macca, Nineteen Hundred and Eighty-five. Encerrando o Band on The Run, 1985, como é conhecida entre os fãs, foi gravada em 1973. Com um piano agressivo, a faixa fala sobre um tempo futurista, ainda distante, levando em conta que estamos falando de 73.

Sempre me perguntei porque o Macca nunca havia tocado esta música ao vivo, até que em sua Up and Coming Tour, ele resolveu apresentar a faixa pela primeira vez, aproveitando o lançamento da edição remasterizada do Band on the Run.


Abaixo a versão executada no Later...With Jools Holland:


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Notícias

Agora é hora de deixar os fãs do Macca bem informados. Vamos contar o que Sir Paul andou aprontando nos últimos dias.

Macca é flagrado dançando Lady Gaga em Nova York

- Sir Paul bem que tentou, mas não conseguiu passar como anônimo no show da cantora em Nova York. Como sempre, ao lado de Nancy, Paul não resistiu e arriscou alguns passos enquanto apreciava o show de Gaga. Aqui pra nós, até que ele leva jeito.

McCartney Participa de Premiação do BAFTA em Londres

- O eterno Beatle compareceu acompanhado pela filha Mary e a namorada Nancy Shevell (foto). Macca subiu ao palco para entregar o prêmio de melhor música original, como de costume fez aquela graça. "Algumas das melhores músicas já escritas vem dos filmes 'A Hard Day's Night', 'Yellow Submarine', disse o cantor.

Paul McCartney Estreia Balé Orquestrado em Setembro

- Ocean's Kingdom, que tem estreia marcada para o dia 22 de setembro, conta com coreografia criada por Peter Martins, e composta por John Wilson acompanhada por arranjos do Macca. É o nosso orgulho, mais uma vez mostrando uma de suas mil e uma utilidades.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fans on the Run - Parte 2

Bom, como no havia dito no último post, o grande dia havia chegado, 21 de novembro de 2010, o momento em que muitas pessoas tiveram certeza que nunca chegaria. Depois de muita adrenalina, peguei no sono por volta das 6hs da manhã e dormi em uma barraca com meu irmão. Porém, com a agitação e ansiedade, acordei às 7h30, mas se você acha que estava cansado, não, não, era o dia do show, a possibilidade de me cansar estava fora de cogitação.

O sol nasceu com força, o clima no Morumbi começa a pegar fogo. Pessoas cegando por todos os lados, filas e mais filas, muita risada e alegria. Ao contrário do que eu esperava, minha ansiedade não estava tão alta, claro que este panorama iria mudar com o passar do tempo.

Depois de tanto aguardar, chegou a hora de entrar no templo, era o momento de ficar frente a frente com o palco onde em algumas horas Paul McCartney mudaria o sentido de nossas vidas. Antes da abertura dos portões eu estava uma pilha de nervos, combinei o 'esquema da grade' com meu irmão uma centena de vezes, felizmente deu certo. Finalmente era hora de correr, portões abertos, entreguei meu ingresso para o segurança e saí correndo como se não houvesse amanhã. De repente, me vi em pé na grade de front para o microfone onde Macca cantaria alguns dos maiores sucessos da história. Não contive o choro, liguei para minha mãe, abracei meu irmão e tudo mais...

Finalmente a hora do show chega, o estádio lotado fica completamente escuro. Os dois telões gigantescos exibem um vídeo que faz um apanhado da carreira de Paul, mas confesso que era difícil manter a atenção no filme, meus olhos não conseguiam sair do palco, que estava pronto esperando o grande acontecimento.

O vídeo acaba, luzes se apagam e uma fumaça azul de gelo seco entra em cena. Com ela, vestindo um terno azul, calça preta, botas no melhor estilo beatle e com um maravilhoso Hofner em mãos, Paul McCartney adentra o recinto.

Neste instante, não consegui parar de chorar, gritar como um demente e pular. Após o delírio total do público, Macca incia a noite com os primeiros acordes de Venus and Mars, enquanto pulava, cantava e gritava, tudo ao mesmo tempo, começo a pensar se isso realmente estava acontecendo, se finalmente estava cara a cara com ele, e na GRADE, isso mesmo na primeira fila, de boca para o palco, como você preferir. A sensação de ver uma pessoa deste calibre diante dos seus olhos é sensacional, não consigo descrever, você fica meio abismado, parece que o cara tem uma áurea, ou algo do tipo.

Alguns dos pontos mais incríveis deste show foram canções como Jet, Letting Go (uma agradável surpresa), 1985, Hey Jude (a ideia de que cantei o famoso 'na, na, na, na, não entra em minha mente até hoje), Let it Be, entre outros 36 clássicos que ouvi e assisti no dia mais feliz e inacreditável da minha vida. Ah, a tensão tomou conta de todos quando este senhor sapeca de 68 anos resolveu sair correndo, chutar um balão gigante e tomar um grande tombo quando se dirigia para o camarim. Mas como todo mundo sabe, ele é de outro mundo, então nada de grave aconteceu com o velho.

Poderia ficar o resto da noite, da semana, do mês ou do ano descrevendo este dia, mas acredito que somente quem esteve no Morumbi entre nos dias 21 e 22 de novembro sabe do que eu estou falando. E felizmente eu estive presente nas duas datas.

Paul McCartney - Up and Coming Tour - Morumbi:

Venus And Mars/Rock Show
Jet
All My Loving
Letting Go
Drive My Car
Highway
Let Me Roll It/Foxy Lady
The Long and Winding Road
1985
Let 'Em In
My Love
I've Just Seen a Face
And I Love Her
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs Vanderbilt
Eleanor Rigby
Something
Sing The Changes
Band On The Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back In The USSR
I've Got a Feeling
Paperback Writer
A Day in the Life/Give Peace A Chance
Let It Be
Live And Let Die
Hey Jude
Encore 1

Day Tripper
Lady Madonna
Get Back

Encore 2

Yesterday
Helter Skelter
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band/The End

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fans on the Run - Parte 1

A ideia de assistir um show do McCartney sempre foi nula em minha cabeça, afinal de contas depois de tantos rumores e nenhuma confirmação, quem acreditava que ele ainda pudesse tocar aqui? Porém, com o passar do tempo o noticiário foi ficando quente, os boatos de um possível show do Macca no Brasil eram cada vez mais fortes. Até que um belo dia o concerto foi confirmado, seria uma excursão de três datas, a primeira em Porto Alegre, depois duas apresentações em São Paulo, no Morumbi.

Bom, com o espetáculo confirmado, agora o que tomava conta do meu coração era a possibilidade (que por sinal sempre foi enorme) de não conseguir entradas para o grande evento, já que não é todo dia que um Beatle toca diante de seus olhos. Por incrível que pareça tive sorte, a pré-venda seria exclusiva para clientes do Bradesco, quer dizer que conseguiria os ingressos para a grande noite. E consegui, pista prime para o dia 21 e pista normal para o dia 22, isso quer dizer que iria assistir o Macca duas vezes!

O grande dia chegou, era hora de dormir na fila, justamente para conseguir o melhor lugar possível (só não imaginava que ficaria no melhor lugar do estádio), compramos uma barraca (meu irmão e eu), daquelas de R$30,00 e ficamos por lá. A noite foi longa, com direito a Band on the Run, pipoca, cerveja e tem mais: algo incrível estava para acontecer...

Todos sabíamos que Paul iria para o estádio passar o som. Bom, isto realmente aconteceu, por volta das 21h30, se não me falha a memória. Quando meu irmão e eu ouvimos os primeiros acordes de guitarra, saímos em disparada, tremendo por inteiro. Ao chegarmos atrás do Morumbi, pudermos ouvir a voz DELE, sim pela primeira vez tive a certeza que o melhor fim de semana da história estava começando. No soundcheck, Paul apresentou hits como Flaming Pie e Two of Us, a bela Celebration e como bônus o sensacional combo Venus and Mars/Rockshow/Jet.

Depois disso tudo, você deve estar pensando que nada mais maravilhoso poderia acontecer, não é? Se sim, está errado. Com a adrenalina pulsando, corremos como loucos até a entrada principal do Morumbi, sim Paul McCartney passaria por ali dentro de instantes. Ao chegar lá, não conseguia sentir meus pés, estava tremendo e extremamente tenso. Os batedores da polícia e aquele número gigantesco de fãs fez com que o nervosismo aumentasse ainda mais (só de relembrar já sinto arrepios na espinha).

Após uma série de alarmes falsos, eis que sai em uma SUV qualquer ele, sim, ele! Sir Paul McCartney, usando um belo terno cinza, camisa rosa claro, e com um sorriso de ponta a ponta, o Beatle deixa o estádio acenando e gritando para seus fãs, incrédulos e aos prantos. A sensação de ver uma pessoa desse calibre tão perto de você é indescritível, me lembro que quando o carro finalmente sumiu do mapa, caí na rua chorando como uma criança. Acredito que este foi o choro mais feliz da minha vida toda. Liguei para meus pais, tios, amigos e até para minha chefe. Passei boa parte da noite em claro, emocionado e em choque. Quem diria que Paul McCartney estaria cerca de 5m de distância da minha pessoa?

Já deu pra perceber o nível da adrenalina, não é? O melhor disso tudo é que o sonho só estava começando...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Helter Skelter - Grammy Winner


Considerada por muitos como um dos primeiros hard rocks da história, Helter Skelter é até hoje umas da músicas mais violentas feitas por Paul McCartney e até mesmo pelos Beatles. Gravada no fim da década de 60, mais precisamente em 1968, a canção fez parte de um dos trabalhos mais aclamados dos fab four, o Álbum Branco.

Recentemente, ela integrou o último DVD ao vivo lançado por McCartney, Good Evening New York City, que traz mais de duas horas de performance dos maiores sucessos dos Beatles, Wings e da sua carreira solo. Esta interpretação rendeu ao eterno Beatle o Grammy Award 2011, na categoria de melhor performance vocal. Esta não foi uma simples vitória, afinal Paul concorreu com nomes como Eric Clapton e Neil Young.


Yes, he still got it!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

No Other Baby


Agora é hora de falar de um dos melhores covers que Paul McCartney já fez em toda sua carreira, 'No Other Baby', que foi gravada originalmente por Dickie Bishop e Bob Watson e ficou famosa pelo grupo The Vipers.

Desde a primeira vez que ouvi esta canção, tive a certeza de que era mais uma das grandes composições do velho Macca, pois ela possui uma letra incrível, com o selo de qualidade Paul McCartney. Depois de algum tempo, acabei descobrindo que a música não tinha sido escrita pelo Macca, ela era na verdade um cover, como muitos outros que fizeram parte do 'Run Devil Run', um álbum com releituras dos sucessos do rock dos anos 50. Mas isso não fez com que eu ficasse desapontado, pelo contrário, a partir desta música valorizei ainda mais a genialidade e criatividade de Sir Paul.

Umas das melhores versões já executadas desta canção foi a do PETA, em 1999, logo após a morte da saudosa Linda McCartney. Visivelmente abalado, Paul cantou com muita emoção, quase aos prantos, mas não deixando de lado o profissionalismo, uma das virtudes de sua carreira.

O destaque vai para seus famosos 'olhos tristes', que estiveram mais vibrantes (desculpem a contradição) do que nunca, pena que por um motivo tão devastador e o solo incrível de David Gilmour, que colaborou com Paul neste trabalho.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Back to the Egg - After the Ball


O primeiro post é sobre um disco que está tomando conta de meus ouvidos nos últimos dias, o 'Back to the Egg', de 1979. Este, que foi o último álbum de estúdio do Wings (por conta de alguns gramas de maconha e a polícia japonesa), veio após mais um troca de formação, algo de marcou a trajetória do conjunto.

Com a saída do polêmico Jimmy McCulloch e do versátil baterista Joe English, certamente Paul, Linda e Denny lembraram do acontecido alguns anos antes da gravação do lendário 'Band on the Run'. O problema é que desta vez a história era outra. Após muitas audições, McCartney, já cansado de tudo isso, decidiu contratar o guitarrista Laurence Juber e o baterista Steve Holly. Os trabalhos se inciaram em 1978 e os primeiros singles foram 'So Glad to See You Here' e a famosa 'Rockestra Theme', faixa instrumental que contou com a presença de nomes como David Gilmour, Jonh Paul Jones e John Bonham, ambos do Led Zeppelin, Pete Townshend, entre outros.

Apesar de possuir poucas 'baladas' conhecidas, o álbum conta com algumas das melhores composições do Wings. Destaque para a sensual 'Arrow Through Me', (minha preferida) que mostra uma voz sensual e dócil que só o Paul sabe fazer, além de ter um instrumental com um pé nos anos 80. 'Old Siam Sir' chega com uma voz rasgada e exuberante do velho Macca. Como baladas podemos destacar 'After the Ball/ Million Miles', que conquista os ouvidos de qualquer pessoa e a charmosa 'Baby's Request', que segue a linha vitoriana de 'You Gave me the Answer', além da natalina 'Wonderful Christmas Time', que faz parte da tradição de muitas famílias. Denny Lane também marca presença com a animada 'Again and Again and Again'.

Em suma, mesmo que não planejada oficialmente, esta foi uma grande maneira de encerrar uma carreira cheia de altos e baixos, tal como a loucura dos anos 70. Com Back to the Egg, uma era brilhante de Paul, Linda e Denny chegava ao final.

C'mon People

Bom, depois de um simples café da tarde com minha chefe, um assunto corriqueiro de minha vida entrou em pauta, Paul McCartney. Assim como todos, ela disse que eu era uma das pessoas mais fissuradas no Beatle charmoso que ela conhecia, em cima disso ela me perguntou por que eu ainda não havia feito um blog sobre o velho Macca. Pensei, pensei e concluí que esta é uma ideia maravilhosa, afinal de contas o que seria melhor para um jornalista do que escrever sobre o que gosta? E quando o que você ama é nada mais nada menos que James Paul McCartney?

Com isso, resolvi criar este blog, que será uma espécie de 'brinquedo', aqui vou mostrar minha visão sobre o trabalho do Macca, seu estilo de vida, e claro, sua influência em minha vidinha. Então, se você gosta dele, ou até mesmo aprecia um bom texto, entre e divirta-se.