sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Paul Sinatra


O blog está abandonado, eu sei, mas o tempo não é uma das virtudes dos paulistanos. Enfim, vamos falar de Paul McCartney, afinal este é o tema deste negócio.

Nos últimos meses o velho anda mesmo ocupado, entre uma peça de balé e um casamento, Macca ainda arrumou espaço para lançar um novo disco, Kissess on the Bottom (que em português não significa o que você está pensando). Inspirado nas canções que o próprio Paul ouvia quando pequeno, o álbum traz clássicos de nomes como Nat King Cole, além de duas composições inéditas do ex-beatle. Muita gente já deve ter ouvido o CD na íntegra, pois muitos sites na internet, inclusive de jornais britânicos disponibilizaram o disco, que vai ser lançado oficialmente no dia seis de fevereiro.

Estão enganados os que pensam que Paul McCartney deu uma de egoísta e tocou todos os instrumentos. Desta vez, Macca inovou e apenas cantou, no melhor estilo Rod Stewart (em alusão ao seu The Great American Songbook), dentre os músicos que colaboraram com o velho beatle estão Eric Clapton, Stevie Wonder e Diana Krall. Opinião pessoal, vale dar uma chance ao álbum, pois como o próprio Paul disse, ele é a escolha certa para uma noite relaxante e uma taça de vinho.

Afine os ouvidos

O 15º disco de estúdio de Macca não é tão diferente do estilo Paul de ser. Ao contrário do que dizem, o autor de baladas como My Love e Michelle, segue na linha do romantismo. Enfim, existem algumas faixas que precisam ser ouvidas com atenção.

My Valentine - Quando uma canção conta com Eric Clapton, é bem difícil que ela seja ruim. Escrita por Paul para sua atual e terceira esposa, Nancy Shevell, a música tem tudo para ser a balada principal do álbum. Nela, McCartney mostra todo seu charme, que mistura um pouco de Tony Bennett e Frank Sinatra.

I'm Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter - Famosa na voz de Nat King Cole, a canção te leva de volta aos anos 50 e também passa uma sensação de amor inocente, que beira o infantil. Com uma forte linha de baixo e um piano cabaret de Diana Krall, talvez esta seja a melhor faixa do disco. Boa escolha para abrir os trabalhos.

Only Our Hearts - Também escrita por McCartney, a canção é mais uma declaração de amor, para Nancy, claro. Como acontece ao longo do disco, o ouvinte é transportado para os anos 40 e 50, é impossível não imaginar como Ella Fitzgerald ou Billie Holiday interpretariam esta.


O disco não vai ser nem de longe uma unanimidade entre os fãs, muitos podem achá-lo brega, ultrapassado ou que o Paul está seguindo o caminho de Rod Stewart. Particularmente, eu gostei bastante do álbum, é bacana ver que mesmo com quase 70 anos, o velho está em plena atividade e ainda muito criativo. Então, não espere um álbum rock'n roll ou tão pop quando Memory Almost Full, por exemplo, aqui a pegada é outra, mais relaxante. Aposto que muitos avós irão apreciar.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Paul McCartney e o melhor lançamento do ano

Hora de falar do 'Life in Photographs', livro que retrata a carreira de Linda McCartney. Antes de começar preciso confessar que a publicação é cem vezes melhor do que eu pensava.

Robusto e colorido, o livro traz em detalhes o trabalho de Linda, pra mim uma das grandes fotógrafas musicais do século passado. A primeira parte mostra fotos dos grandes ícones do rock, que na época não passavam de meros desconhecidos ou aspirantes do sucesso.


Nas páginas do 'Life in Photopraphs' é possível encontrar nomes como Mick Jagger, Janis Joplin, John Lennon em poses inusitadas e algumas jamais vistas. A segunda etapa é dedicada ao clã McCartney, que é retratado por meio das lentes pentrantes de Linda.



Como o próprio Paul disse na exposição inaugural do livro, Linda sempre teve uma talento extraordinário, que é constatado ao entrar em contato com esta relíquia. Aliás, a foto mais trsite/bela é da própria Linda McCartney, com câncer em estado avançado, em seu ateliê, de frente para uma mesa bagunçada, mas com seu sorristo tímido e cativante no rosto.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Rockshow!

Dia 13 de julho é comemorado o Dia Internacional do Rock, não posso deixar isso passar em branco. A seguir listo algumas das faixas 'rock and roll' de Paul McCartney. Muitos podem pensar que ele só faz baladas de amor, muito pelo contrário, Macca também sabe ser 'violento'.

Top 10 McCartney Rock and Roll Songs:

10- Rockestra Theme - Faixa do Back to the Egg gravada em 1979. A ópera-rock conta com a participação de alguns dos principais nomes do cenário, como John Bonhan, John Paul Jones, David Gilmour, Pete Townshend, entre outros. Ao piano, Paul McCartney comanda este time de astros como só ele sabe fazer;

9- Helen Wheels - Parte da versão bônus do Band on the Run, esta música mostra um lado 'faz tudo' de Paul McCartney, que além do baixo, toca guitarra e bateria. Os backing vocals de Linda e Denny dão um charme todo especial para esta canção;

8- Jet - Aparentemente nomeada por causa de pônei, este é um dos hits mais conhecidos da cerreira de Paul e do Wings. Presente na maioria de seus shows desde os anos 70, Jet tem uma pegada rock'n roll e um refrão chiclete;

7- Get Back - É impossível deixar os Beatles de fora, ainda mais com uma canção do porte desta. Última faixa do Let it Be, ela conta com McCartney no baixo, Billy Preston e toda sua classe nos teclados e uma guitarra agressiva de George Harrison;

6- Run Devil Run - Parte do 'álbum rock'n roll lançado por Macca em 1999, esta canção mostra um vocal rasgado e agressivo, mostrando que o velho Paul ainda matinha sua forma.Vale destacar a presença de David Gilmour na guitarra;

5- Back in the USSR - Primeira canção do White Album, este é um rock em sua essência. Com Paul McCartney nos vocais e bateria, é um dos maiores sucessos dos Beatles;

4- Nineteen Hundred and Eighty-five - Com Paul ao piano, esta é mais uma faixa do Band on the Run que se faz presente em minha lista. O interessante é que, ao bom estilo Jerry Lee Lewis, ele faz com que o piano seja a principal atração da música.

3- Let me Roll It - Com uma letra simples e sem muita variação, essa é uma canção que vicia em pouco tempo. Com um baixo seguindo a mesma linha da guitarra, ela fica na terceira posição.

2- Day Tripper - Mais um sucesso dos Beatles que não pode ficar de fora. Com uma harmonia de vozes com o selo Lennon/McCartney, Day Tripper tem o segredo para ser uma boa canção: o riff perfeito;

1- Helter Skelter - Como todos sabem, esta é a música que define o rock and roll dos Beatles e do próprio Paul. Com ele mesmo na guitarra, baixo e vocais, Hetler SKelter para muitos originou o que seria chamado de hard rock.

Muitos não concordar, mesmo depois de ler nem eu mesmo acredito que escolhi certo. Em todo o caso, enjoy! (;

terça-feira, 5 de julho de 2011

Invadindo o Rio - Parte 1

Nossa, há séculos não posto aqui, muito trabalho e pouco tempo para o blog, mas nunca para o Macca! Vou fazer uma série de posts narrando minhas aventuras na cidade maravilhosa atrás do Beatle favorito de todos. Não sei quando vou terminar, afinal de contas tenho tanto pra mostrar (que fim poético, gostei).

Acho que meu último post foi sobre a expectativa para os dois grandes dias. Bom, a hora de viajar havia chegado, encontrei um colega na estação Lapa e fomos de carro até Viracopos, em Campinas. Como todos sabem, tenho pavor de avião (medo este que diminuiu um pouco, não fosse o retorno pra casa, mas isso conto depois) pois bem, cheguei no aeroporto e minha barriga já parecia uma geleira que só, a espera para o embarque parecia ter durado 100 mil anos! Neste meio tempo, eu e meu colega conversamos sobre nossas expectativas para o show, nossos planos mirabolantes de fã para fazer com que Paul McCartney sentisse de alguma forma nossa presença.

Hora de embarcar, coração a mil. Estava com minha tradicional camiseta dos Beatles, uma branca com o nome dos quatro caras que mudaram minha vida. De repente, na fila do check-in, um cara me aborda com um sorriso no rosto e pergunta se estava indo para o Rio, respondo que sim e começamos a trocar ideias sobre o show que ele também iria assistir. Sabe, existem coisas que só os Beatles são capazes de fazer, essa interação gostosa entre os fãs é uma delas.

Pois bem, decolamos, eu, meu colega e um LP do Flowers in the Dirt que ele carregava debaixo do braço na esperança de conseguir o tão sonhado autógrafo. Minha cabeça era um mix de pavor, justamente por causa do avião, e ansiedade, já que iria conhecer o Rio de Janeiro e ver mais dois shows do McCartney.

Chegamos no Rio, hora de procurar um táxi e finalmente chegar no tão sonhado hostel. Como havia dito, encontrei um cara que iria para o show ainda em Campinas, então nada melhor do que dividir um táxi do Galeão até Copacabana, não é? Bom, entramos no táxi e fomos para nosso 'porto seguro', no caminho como um bom jornalista fui observando a cidade, seu trânsito, ruas e claro, sua beleza. Algumas das impressões que tive foi de que o trânsito é até civilizado, porém os cariocas correm que é uma beleza!

Depois de chegar no hotel, beber um pouco, olhar o bairro, resolvemos ir até o Copacabana Palace encontrar ELE, vocês já sentem o coração bater um pouco rápido, não? Pois chegamos lá e claro, o espaço estava repleto de fãs de todos os cantos do Brasil e América Latina, todos com um mesmo objetivo: ver, nem mesmo que apenas a pontinha do rosto, de Sir Paul McCartney. A tensão foi grande, mas infelizmente não vi Macca (acho que a surpresa estava toda reservada para o dia do show), porém encontrei com o resto da banda Wix, Brian Ray, Rusty e Abe, o que serviu para deixar o clima acelerado.

Ufa, melhor parar por aqui para garantir que vocês leiam. Nos próximos posts vou falar dos shows, da sensação de ver Macca pela terceira e quarta vez, além da triste/feliz volta para casa. Aguardem!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Fans on the Run

Foto tirada na porta do Engenhão, pouco antes do primeiro show de Paul McCartney no Rio no último mês de maio.


Três fãs on the run!

terça-feira, 22 de março de 2011

O Retorno do Rei

Quer dizer que ele vai voltar? Quando soube da possibilidade (e agora realidade) de um novo show do Macca no Brasil, quase morri. Um lado meu se sentiu cansado, já que é extremamente desgastante conseguir ingressos para um evento deste porte, porém o outro lado pulou de felicidade, pois é maravilhoso poder assistir de perto mais um show do mito, afinal é isso que realmente importa no fim das contas.

Notícias afirmam que a lenda vai se apresentar no Rio de Janeiro, desta vez em shows nos dias 21 e 22 de maio, no Engenhão. A partir daí, é hora de planejar o esquema de viagem para o Rio, compra de ingressos e uma possível hospedagem (a barraca velha de guerra já está esperando). Acima de tudo, é tempo de preprar o coração para mais dois dias de mais pura emoção e magia.


Já que: venus and mars are alright tonight.

domingo, 13 de março de 2011

12/03/1969

Em 12 de março Paul McCartney se casa com Linda Eastman em Londres. Perto do fim de sua carreira com os Beatles, Macca encontra, ainda sem saber, sua parceira musical e de vida para os próximos 30 anos.
A cerimônia aconteceu na Marylebone Register Office e seu irmão Mike foi escolhido como padrinho. Por causa dos problemas de relacionamento entre os membros da banda, nenhum dos três bealtes compareceu ao evento.
Ao longo das três décadas de casamento, Paul e Linda tiveram três filhos, Mary, Stella e James, além de Heather, fruto do primeiro relacionamento de Linda. A união dos McCartney ficou famosa e popular principalmente no campo musical, onde Paul e Lin protagonizaram alguns dos momentos mais notáveis da história da música pop.
Isso começou com o Wings, grupo que fez sucesso principalmente na década de 70. A banda, que foi criada como uma espécie de área de escape das tensões que levaram ao fim dos Beatles, foi o primeiro passo desta parceria duradoura. Mesmo sem saber ao menos tocar um instrumento, Linda foi convencida por Paul a fazer parte do conjunto. Com o passar do tempo ela ficou ainda mais confiante e até mesmo se arriscou a cantar, como quando assume os vocais de 'Cook of the House'. O casamento também gerou alguns dos maiores clássicos da carreira de McCartney, como 'The Lovely Linda', 'My Love', 'Two of Us' e 'Warm and Beautiful'.

Uma das uniões mais bem-sucedidas do mundo pop durou 30 anos e apenas foi interrompida por um problema inesperado. Foi em 17 de abril de 1998, Linda McCartney perdeu uma longa batalha para o câncer de mama, deixando Paul e seus quatro filhos.