
O blog está abandonado, eu sei, mas o tempo não é uma das virtudes dos paulistanos. Enfim, vamos falar de Paul McCartney, afinal este é o tema deste negócio.
Nos últimos meses o velho anda mesmo ocupado, entre uma peça de balé e um casamento, Macca ainda arrumou espaço para lançar um novo disco, Kissess on the Bottom (que em português não significa o que você está pensando). Inspirado nas canções que o próprio Paul ouvia quando pequeno, o álbum traz clássicos de nomes como Nat King Cole, além de duas composições inéditas do ex-beatle. Muita gente já deve ter ouvido o CD na íntegra, pois muitos sites na internet, inclusive de jornais britânicos disponibilizaram o disco, que vai ser lançado oficialmente no dia seis de fevereiro.
Estão enganados os que pensam que Paul McCartney deu uma de egoísta e tocou todos os instrumentos. Desta vez, Macca inovou e apenas cantou, no melhor estilo Rod Stewart (em alusão ao seu The Great American Songbook), dentre os músicos que colaboraram com o velho beatle estão Eric Clapton, Stevie Wonder e Diana Krall. Opinião pessoal, vale dar uma chance ao álbum, pois como o próprio Paul disse, ele é a escolha certa para uma noite relaxante e uma taça de vinho.
Afine os ouvidos
O 15º disco de estúdio de Macca não é tão diferente do estilo Paul de ser. Ao contrário do que dizem, o autor de baladas como My Love e Michelle, segue na linha do romantismo. Enfim, existem algumas faixas que precisam ser ouvidas com atenção.
My Valentine - Quando uma canção conta com Eric Clapton, é bem difícil que ela seja ruim. Escrita por Paul para sua atual e terceira esposa, Nancy Shevell, a música tem tudo para ser a balada principal do álbum. Nela, McCartney mostra todo seu charme, que mistura um pouco de Tony Bennett e Frank Sinatra.
I'm Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter - Famosa na voz de Nat King Cole, a canção te leva de volta aos anos 50 e também passa uma sensação de amor inocente, que beira o infantil. Com uma forte linha de baixo e um piano cabaret de Diana Krall, talvez esta seja a melhor faixa do disco. Boa escolha para abrir os trabalhos.
Only Our Hearts - Também escrita por McCartney, a canção é mais uma declaração de amor, para Nancy, claro. Como acontece ao longo do disco, o ouvinte é transportado para os anos 40 e 50, é impossível não imaginar como Ella Fitzgerald ou Billie Holiday interpretariam esta.
O disco não vai ser nem de longe uma unanimidade entre os fãs, muitos podem achá-lo brega, ultrapassado ou que o Paul está seguindo o caminho de Rod Stewart. Particularmente, eu gostei bastante do álbum, é bacana ver que mesmo com quase 70 anos, o velho está em plena atividade e ainda muito criativo. Então, não espere um álbum rock'n roll ou tão pop quando Memory Almost Full, por exemplo, aqui a pegada é outra, mais relaxante. Aposto que muitos avós irão apreciar.






Uma das uniões mais bem-sucedidas do mundo pop durou 30 anos e apenas foi interrompida por um problema inesperado. Foi em 17 de abril de 1998, Linda McCartney perdeu uma longa batalha para o câncer de mama, deixando Paul e seus quatro filhos.